quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Em terras alheias...
Quase 3 meses fora do Brasil, e eh inevitavel nao mudar, nao amadurecer. Estou num lugar que sempre quis morar por achar que aqui as coisas eram mais faceis que no Brasil.De fato, sao. Mas eh como se faltasse algo..que antes eu nao enxergava como tao importante. Falta a sensacao de lar. Por mais adaptada que eu esteja, e estou, aqui nao eh minha cultura. Mesmo nao sendo tao diferente, Brasil eh Brasil, e America eh America. De qualquer forma, fui e estou sendo muito bem acolhida e respeitada aqui. Meus estereotipos, que como quaiquer outros sao deformadores de opiniao, sujam imagens, mostram o exagero, foram quebrados. Meu medo de xenofobia nao existe mais. Mesmo estando num pais onde a populacao ilegal de latinos eh enorme. Eles nao me olham como menos. Me olham como diferente, e querem que eu goste e respeite do pais deles me dando muita atencao. Deus me deu uma oportunidade unica. Hoje so irei agradece-lo, sem pedidos.
domingo, 31 de julho de 2011
Problemas?
Às vezes me falta paciência quando vejo pessoas com problemas tão bobos, criando bolas de neve, fazendo tempestade em copo d´água, dramatizando desnecessariamente. Paciência também é caridade... difícil ser humano. Como aguentar as pessoas que nos desagradam? Como conviver harmonicamente com espíritos antipáticos? Complicado. Todos sabemos disso. Todos conhecemos alguém com o qual o santo não bate, seja na família, seja no trabalho, faculdade... tudo faz parte do aprendizado da vida. Tudo faz parte de nossa evolução. Hoje estava assistindo ao filme comer, rezar, amar e no final a protagonista reflete bem sobre isso: nossa busca pela verdade, entendendo os que passam em nossa vida como professores. Então, ao invés de eu reclamar dos que não gosto, devo ter a caridade de "suportá-los" e de evitar criar sentimentos negativos que só vão ME fazer mal. Afinal, nossos problemas nunca são os mais graves. Problema é ter fome e não ter como saciá-la. É se ver só no mundo, quando não há maturidade para enfrentá-lo. Problema é não ter saúde, não ter esperança, não ter sonhos, é viver com pena de si mesmo, é tentar destruir sua vida porque não se foi forte o bastante para saber que acima de tudo há Deus, e que nunca carregamos fardo maior do que nossos ombros aguentam. Problema é viver no passado, e esquecer que o futuro se faz agora. É não ter poder de escolha sobre sua vida. É não ter amigos e magoar aqueles poucos que ainda te querem bem. É criar desafetos, humilhar, ser detestado, desrespeitado, resultado de plantações de sementes do mal. Eu peço perdão todas as vezes que reclamo do que não tenho, porque o que tenho já é muito comparado a outras pessoas. Como a vida é aprendizado, acredito que nesse momento minha lição é a paciência. Preciso me dedicar mais a essa disciplina, pois acho que ainda não estou na média. Primeiro passo: reconhecimento. Segundo: ação. É hora de agir.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
SER..ter
Humildade é um bem, e como todo bem, ela é necessária principalmente numa sociedade regida pelo "ter". Aquilo que somos é julgado pelo que possuímos, e o respeito ao próximo se limita ao carro, roupa e bairro onde mora. Daí, quando surge um mendigo em nossa frente, nos afastamos, pois "ele pode me assaltar", ou "ele está sujo, não quero que me toque." Julgamos pela maneira como se apresenta, e nos qualificamos como superiores àquela pessoa. Em que sentido somos melhores? Quando o ignoramos, e lavamos as mãos para o que acontece ao nosso redor? É dever do governo, e não nosso..será? Até que ponto nossa omissão prejudica o outro? Até que ponto nosso orgulho e amor-próprio nos cega a ponto de nos sentirmos mais importantes, mais capazes, mais inteligentes, mais dignos do que aquele que nãpo sabe escrever e que mora num barraco? Nem precisamos ir tão longe. Dentro de casa, tratamos nossos subordinados como menores, porque ser um cirurgião ou professor universitário nos dá o direito de menosprezar, ridicularizar, diminuir o porteiro, a lavadeira, a babá. Até que ponto olhamos tanto para nós mesmos que esquecemos que vivemos e dependemos da convivência com o outro?
Humildade não está na roupa mais simples, ou na não utilização de jóias e maquiagem. A humildade é uma característica que independe da exposição material. Ela é desenvolvida dentro de nós, e só é percebida através dos nossos atos. Somos iguais perante Deus, e não importa o diploma e o status social que você consiga aqui na Terra. Para Deus, o melhor currículo é o que se escreve com atitudes de amor e respeito ao próximo. No final das contas, seu coração é que será julgado, e então você vai perceber que muitas vezes, aqueles que você acredita serem "inferiores" tem muito a oferecer e a ensinar.
quarta-feira, 9 de março de 2011
E quando se comete o mesmo erro...
Temos tendências próprias que se tornam visíveis à medida que agimos e percebemos que nossas ações e os efeitos delas tornam a se repetir. Quando essas tendências se tornam claras para nós e para as pessoas com quem convivemos, caso nos façam mal ou façam mal aos outros, tomamos como defeitos. E o que fazer para se livrar deste "peso" em nossas vidas? Por mais que tentemos, o impulso nos leva a agir da mesma forma, e mais uma vez nos sentimos mal por "sermos assim." Já havia falado sobre o assunto em outro post, em que falo sobre a necessidade de ser mais forte e buscar forças em nosso Pai para superarmos. Mas, como todo ser humano, temos recaídas, erramos, erramos.. prometemos não mais falhar, e lá estamos mais uma vez cometendo o mesmo erro. Como combater, ou até sendo mais branda, minimizar essas características de nossa personalidade que não nos agradam? Força de vontade é o primeiro passo. Não buscar culpados, não remoer o passado, não criar mágoas ( tentar o máximo possível, deixe o tempo passar).. acredito que um problema que muitos de nós enfrenta, e essa particularmente é uma tendência minha, é sempre esperar que as pessoas sejam mais do que parecem ser. E quando não o são, a decepção chega, e nos sentimos vítimas daquele ser humano..será? Será que o problema não está em nós, que não enxergamos nossos irmãos como seres em diferentes fases evolutivas, e que portanto podem falhar tanto quanto nós, ou até mais? No Capítulo XVII do Evangelho segundo o Espiritismo, temos a reflexão sobre sermos perfeitos.. e aqui está um trecho que acho válido retratar:
O HOMEM DE BEM
O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade em sua maior pureza. Se interroga a consciência sobre seus próprios atos, pergunta a si mesmo se não violou essa lei; se não fez o mal e se fez todo o bem que podia; se negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o que reclamar dele; enfim, se fez a outrem tudo o que quereria que se fizesse para com ele.
Tem fé em Deus, em sua bondade, em sua justiça e em sua sabedoria; sabe que nada ocorre sem sua permissão e se submete, em todas as coisas, à sua vontade.
Tem fé no futuro; por isso, coloca os bens espirituais acima dos bens temporais;
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.
O homem, possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperança de recompensa, retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seu interesse à justiça.
p. 221
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Era da superficialidade sentimental
Vivemos num mundo em que as relações afetivas honestas não estão sendo valorizadas. A moda é ter muitos e não se envolver com nenhum. Carnaval se transforma num circo romano, onde o desrespeito à moral e ao amor próprio se espalham. Quatro dias de festa em que a intenção primeira é "pegar sem se apegar". De onde surgiu o medo do sentimento verdadeiro? Por que as pessoas se submetem a situações humilhantes, em que seus corações choram, mas elas fingem sorrir? Onde está a honestidade, o respeito ao próximo, o respeito a si mesmo? Temos que aceitar e dançar conforme a música? A promiscuidade virou rotina num mundo em que ciranças dançam músicas eróticas, músicas essas que igualam a mulher a uma máquina de prazer que deve ser descartada ao menor sinal de "defeito". Casais se desrespeitam, traem, homens e mulheres se relacionam com várias pessoas buscando suprir seus vazios interiores, suas frustrações, suas fraquezas. Magoam, mentem, e seguem a vida assim, envelhecem e não amadurecem. Então, olham para trás e percebem que o que viveram não os trouxe benefícios, não há do que se orgulhar. Falta a essas pessoas a conscientização de que a vida não se resume ao carnal, à matéria, e que tudo o que você faz hoje refletirá em consequências mais tarde. Há também os inseguros, que buscam no próximo a felicidade que não encontram em si mesmos. Falta o amor por si, o respeito por si, para que se chegue ao outro. Não precisamos nos submeter a situações constrangedoras, precisamos simplesmente entender que temos luz própria, e aquele que não a enxerga não está pronto para brilhar conosco. Ame-se, em primeiro lugar.
Onde buscar forças
O espiritismo prega que vivemos em um mundo de provas e expiações, onde devemos consertar os erros cometidos em outras vidas e passar por situações que nos desafiem e nos ajudem em nosso processo evolutivo. Não há isentos de sofrimento, por mais feliz que alguém pareça ser. Quando surgem os problemas, o sentimento primeiro pode ser o de desequilíbrio. A mente pesa, pensamentos se confundem, não se encontra a solução. Pode haver desânimo, perda de energia..mas, por que isso acontece? Porque não gostamos de sair da zona de conforto. Só que a partir do momento que as situações nos obrigam a enfrentar essas dificuldades, temos duas opções: nos fazer de vítimas ou buscar forças para superá-las. A primeira parece mais conveniente, uma vez que não se exige muito esforço. Nos fazemos de vítima quase que constantemente, em vários momentos de nossas vidas. No trabalho, nos relacionamentos, quando algo dá errado a culpa sempre é do outro,e nós somos os coitados que sofrem pelas atitudes alheias. Precisamos erguer a cabeça e saber que nosso Pai está sempre ao nosso lado, nos amparando. Busquemos Nele a força que não encontramos em nossos limitados sentimentos. Elevemos a mente, peçamos calma, luz, discernimento e orientação. Ao Seu lado tudo se torna mais fácil, e então você percebe que a sua dor é muito menor do que o tamanho que você atribuía a ela no início.
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